Engagement is the "New Currency"
- maxhenriquedg
- há 5 dias
- 8 min de leitura
Engajamento é a "Nova Moeda": como o engajamento virou vantagem competitiva no recrutamento global e onde a IA entra (ou atrapalha).

Faala meu RH com IA!
Durante muito tempo, engajamento foi tratado como algo “soft” demais para o recrutamento, um tema bonito para palestras, mas pouco acionável no dia a dia, só que o mercado global mudou, e mudou rápido, e se mudou fora, impacta a gente aqui também!
Hoje, engajamento é moeda, ele impacta diretamente na taxa de conversão, tempo de contratação, aceitação de oferta, retenção, em um cenário onde o talento compara empresas, países e processos em paralelo, a experiência deixou de ser detalhe e virou critério de decisão.
Essa edição do #FaalaRH, com IA cruza pesquisas globais, relatórios internacionais e benchmarks recentes, todos organizados com apoio do NotebookLM (se você não usa ainda, cuuuidaa), que me ajudou a consolidar estudos feitos fora do Brasil para responder uma pergunta que todo RH deveria estar se fazendo:
👉 a sua IA está criando engajamento… ou só escalando frustração?
Na #News de hoje vamos explorar como o engajamento está sendo encarado no mundo a fora (deixe ela que ela tá “international”, haha), mas antes que eu me esqueça, vamos valorizar o conteúdo da Business Woman aqui, já se inscreve e compartilha nas suas redes, mostra que você está antenado(a) com tudo que rola no mundo do RH com IA!
Dá para usar IA para gerar engajamento?
Dá. Mas do jeito errado, ela faz exatamente o contrário.
Começamos falando que por muito tempo, engajamento foi tratado como um assunto “soft” demais para o recrutamento, algo mais próximo de clima, cultura e bem-estar do que de funil, dados e eficiência. Só que o jogo virou e virou forte.
Hoje, engajamento é uma variável operacional crítica, e sim: a IA entrou nesse jogo, mas não do jeito mágico que muita gente imagina. O ponto é que, quando a IA passa a mediar interações humanas, ela deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a influenciar como as pessoas se sentem ao longo do processo.
E é aí que mora o risco e também a oportunidade, porque, paradoxalmente, quanto mais tecnologia entra no recrutamento, mais o fator humano passa a diferenciar quem faz bem feito de quem apenas automatizou.
E é exatamente por isso que o primeiro grande movimento do mercado não é técnico, é comportamental meus amigos e amigas!
1 - O paradoxo do engajamento na era da IA.
Os dados mostram algo curioso: quanto mais IA entra no recrutamento, mais o fator humano vira diferencial competitivo. Cerca de 52% dos líderes globais de recrutamento já colocaram a experiência do candidato como prioridade estratégica, não porque ficaram mais “bonzinhos”, mas porque perceberam um efeito colateral claro: automação mal desenhada gera frustração, silêncio e sensação de descarte.
É o paradoxo clássico:
IA acelera o processo;
mas também amplifica erros de comunicação
No fundo, esse é o grande paradoxo da era da IA: quanto mais tecnologia entra no processo, menos tolerância as pessoas têm para experiências mal cuidadas, o candidato até aceita automação, mas não aceita ser tratado como número, nem ficar perdido em fluxos silenciosos ou incoerentes. A expectativa não é por mais contato humano o tempo todo, e sim por interações que façam sentido, no tempo certo e com respeito ao contexto, então, é por isso que o fator humano não desaparece, ele se desloca…
📌 Tip for you:
Se você automatizou o funil, mas:
aumentou ghosting
piorou o NPS do candidato
ou recebe mais reclamações que elogios
o problema não é a IA, é a ausência de design de experiência.
2- IA prática: engajamento não é volume, é resposta.
Uma das tendências mais consistentes nos relatórios é o uso da chamada IA Prática, não para impressionar, mas para resolver um problema antigo: o vácuo de comunicação.
Mais de 54% das agências pretendem usar IA para garantir:
feedback consistente
retorno em tempo adequado
mensagens personalizadas por estágio
Isso não é sobre escrever textão bonito, é sobre fechar loops. Nada desengaja mais do que: “fiz entrevista e nunca mais ouvi nada”.
Nesse contexto, a IA funciona bem quando assume o papel de guardiã do ritmo do processo, ela ajuda a padronizar comunicações sem torná-las frias, respeita o momento do candidato no funil e cria previsibilidade, um ativo cada vez mais raro. O erro comum é tentar usar IA para simular empatia, quando o ganho real está em eliminar a negligência operacional. Porque, na prática, a maior fonte de desengajamento hoje não é uma mensagem ruim, mas a ausência completa de mensagem.
📌 Tip for you
Use IA para:
padronizar feedback por etapa
explicar próximos passos
encerrar processos com respeito
Engajamento não exige empatia artificial, exige respeito operacional.
3- A nova habilidade invisível: linguagem corporal digital.
Com recrutamento remoto, surgiu algo que ninguém treinou, mas todo mundo julga: linguagem corporal digital. Câmera torta, olhar perdido, má iluminação, postura desconectada… tudo isso afeta a percepção de atenção, respeito e interesse, e isso vale tanto para candidatos quanto para líderes.O ponto central é que, no ambiente digital, a presença precisa ser construída, diferente do presencial, onde o contexto ajuda, no remoto tudo passa pela tela.
Engajamento não acontece apenas no conteúdo da fala, mas no modo como a pessoa se apresenta, sustenta a conversa e demonstra escuta. É por isso que essa habilidade passou a impactar diretamente três dimensões críticas do processo:
percepção de interesse
confiança no processo
sensação de cuidado
A tecnologia pode observar, sinalizar e apoiar, mas não substitui o julgamento humano quando o assunto é empatia, conexão e presença real, a maturidade está em usar IA como lente de apoio, não como árbitro da relação, porque, no fim, engajamento digital continua sendo humano, apenas mediado por uma tela.
📌 Tip for you
IA funciona bem para:
identificar sinais de desconexão
apoiar feedback estruturado
melhorar preparo de líderes
Mas decisão relacional ainda é humana, IA observa, gente interpreta.
4- IA como termômetro de engajamento interno (não como gerente).
Outro ponto forte das fontes é o uso da IA para monitorar engajamento interno, modelos como os discutidos pela Harvard Business Review mostram que a IA pode identificar sinais precoces de desengajamento em times.
Exemplos práticos:
queda de participação em rituais
atrasos recorrentes em entregas
aumento de “travamentos” no funil
baixa interação em processos seletivos
O ponto crítico aqui é entender o papel correto da IA nesse processo, ela funciona muito bem como sistema de alerta antecipado, ajudando o RH e os líderes a enxergar onde algo está saindo do eixo antes que o problema vire turnover ou queda de performance. O consenso nos dados é claro: a IA pode organizar fluxos, distribuir tarefas e sinalizar riscos, mas não deve assumir o papel relacional, quando isso acontece, o ambiente tende a ficar frio, mecânico e pouco confiável, exatamente o oposto do engajamento que se busca construir.
📌 Tip for you
Ela é excelente para:
alertar
priorizar
apontar risco
Mas a gestão de pessoas continua sendo humana, a IA mostra onde olhar, pessoas decidem como agir..
5- Engajamento virou um problema de mercado (inclusive internacional).
Aqui entra o ponto mais negligenciado.
O engajamento do talento hoje não acontece só dentro da empresa, ele é influenciado por opções externas, especialmente no mercado internacional, com mais vagas globais, incentivos fiscais, hubs alternativos e mobilidade facilitada, o talento passou a comparar experiências, não só salários.
Se o processo seletivo local é:
lento
silencioso
confuso
…ele perde imediatamente para um processo internacional bem estruturado, mesmo que a proposta final seja parecida, então, engajamento, nesse contexto, virou vantagem competitiva de mercado.
Isso não significa “reter pessoas a qualquer custo”, nem tentar competir com todos os mercados ao mesmo tempo, significa entender que, do primeiro contato à decisão final, cada interação comunica o quanto a empresa está preparada para disputar talentos em um cenário global. Quem ignora isso não perde pessoas apenas para concorrentes diretos perde para experiências melhores, em qualquer lugar do mundo (é isso mesmo baby, se já não tá fácil, mais difícil ficará, rs).
📌 Tip for you
Além de observar se o seu processo:
demora semanas sem retorno
muda critérios no meio do caminho
depende excessivamente da agenda do gestor
vale também refletir se ele:
deixa claro desde o início como funciona a jornada
comunica prazos reais (e os cumpre)
prepara o candidato para a decisão, em vez de surpreendê-lo no final
6 - O lado sombrio do engajamento: quando ele vira ruído.
Nem todo engajamento é sinal de interesse real e esse é um dos pontos mais delicados do recrutamento atual, as fontes apontam um crescimento consistente de comportamentos que, à primeira vista, parecem engajamento, mas na prática geram apenas ruído operacional. Entre eles estão:
Data Poisoning: candidatos tentando manipular algoritmos
Prompt Injection: persuasão de chatbots
Candidaturas em massa via IA: capazes de inundar funis inteiros sem qualquer intenção genuína de avançar no processo.
O efeito colateral é claro: mais entradas, menos decisão, o recrutador passa a lidar com volume artificial, o funil perde sinal e o tempo de análise aumenta, exatamente o oposto do que a automação prometia. Engajamento, nesse cenário, deixa de ser indicador de interesse e passa a ser apenas um reflexo da facilidade técnica de se candidatar, sem filtros, o que cresce não é a qualidade do pipeline, mas o desgaste do time.
📌 Tip for you:
Engajamento sem filtro não é estratégia, é barulho, aqui, IA precisa vir acompanhada de:
critérios claros
regras de pipeline
validação de intenção
Automatizar sem governança não acelera decisões, só acelera o caos.
Para fechar…
Usar IA para engajar pessoas não é uma decisão técnica, é uma decisão estratégica e cultural. A tecnologia já está disponível, os dados já existem e o mercado já se moveu, o que separa os RHs que avançam dos que ficam presos em retrabalho não é acesso a ferramentas, mas clareza sobre o que deve permanecer humano e o que pode e deve ser automatizado.
Engajamento, hoje, não nasce de interações perfeitas, mas de processos previsíveis, comunicação consistente e respeito ao tempo das pessoas. A IA entra para sustentar isso em escala, não para substituir relações, e quando usada com maturidade, ela reduz atrito, evita silêncios e protege a confiança mínima necessária para que uma relação exista, já quando usada sem critério, ela apenas acelera a perda dessa confiança, seja local ou globalmente.
No fim, a pergunta não é se dá para usar IA para gerar engajamento. Dá. A pergunta real é: o seu RH está usando IA para aproximar pessoas ou apenas para se proteger do volume? Porque, em um mercado cada vez mais competitivo e internacional, quem entende essa diferença não só engaja melhor, ela contrata melhor.
E…
Se você chegou até aqui, obrigada por investir seu tempo e sua atenção, esse é exatamente o tipo de conversa que a gente acredita: menos sobre tendência vazia e mais sobre como o RH pode, de fato, operar melhor em um mundo cada vez mais mediado por tecnologia.
Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com colegas de RH, liderança ou recrutamento, essas discussões ficam ainda mais ricas quando circulam, e quando mais gente começa a fazer as perguntas certas.
E se você quer aprender a usar IA não só para engajamento, mas em todos os subsistemas de RH: recrutamento, people analytics, performance, cultura, desenvolvimento e tomada de decisão, o Lovel Academy é o próximo passo natural, lá a gente ensina IA do jeito certo: com método, contexto e aplicação real no dia a dia.
Convido você a conhecer, e para meus assinantes, tem desconto, basta comentar aqui!
Menos hype, mais prática.
Menos achismo, mais IA com propósito.
Até a próxima 💜
Fontes:
The Firefish Annual Recruitment Report 2026
Brainfood Live On Air (Ep. 358) - 6 x AI Frameworks for Talent Acquisition
The Relocation-Friendly Tech Jobs Report (2026)
Podcast "The Tech Girl" - AI, Recruitment & the Future of Work
Martyn Redstone (via LinkedIn) - "Recruitment Leaders: You just got promoted to System Operator"


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